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Dia do Imigrante Italiano homenageia história de 145 anos

Dia do Imigrante Italiano homenageia história de 145 anos

Navio com imigrantes italianos a caminho do Brasil no início do século XX: maioria se estabeleceu no Estado de São Paulo

O Brasil comemora nesta quinta-feira, dia 21 de fevereiro, o Dia Nacional do Imigrante Italiano  — uma data que há exatos 145 anos deu início a um processo que até hoje continua influenciando a cultura, a economia, a política e os costumes do país. Aproximadamente 10% da população brasileira tem origem italiana.

Incorporado oficialmente ao calendário nacional em 2008,  a data homenageia a chegada dos primeiros imigrantes italianos ao Brasil, em uma expedição comandada por Pietro Tabacchi. Os cerca de 380 camponeses que estavam a bordo do navio La Sofia desembarcaram no porto de Vitória (ES) em 21 de fevereiro de 1874, na primeira leva de imigrantes estimulada pelo governo brasileiro, que buscava atrair mão de obra para as plantações de café.

Entre 1874 e 1920, os italianos corresponderam a 42% dos imigrantes (1,4 milhão de um total de 3,3 milhões de pessoas) que entraram no território nacional. Imigrantes de outros países, como Portugal, Espanha e Japão, também começaram a chegar em grande número nesse período. Mas o fluxo de italianos foi incomparavelmente maior, sendo que a maioria se estabeleceu no Estado de São Paulo, enquanto outros grupos, em menor número, migraram para o Paraná e Rio Grande Sul, entre outras regiões.

Até 1920,  de acordo com os registros oficiais, 1.078.437 imigrantes italianos se estabeleceram no Estado de São Paulo – cerca de 70% de todos os que vieram da Itália ao país desde 1874. A essa altura, a massa de imigrantes italianos, que já representava 9% da população paulista, se dispersava por várias regiões do Estado. Em São Paulo, assim como no resto do Brasil, havia a tendência de os imigrantes do Norte da Itália rumarem para a zona rural, enquanto os do Sul preferiam se dedicar às ocupações urbanas.

Na capital paulista, os imigrantes se fixaram inicialmente em bairros como Bixiga, Brás e Mooca, e chegaram representar 90% dos 50 mil trabalhadores das fábricas paulistanas no início do século XX. O resto da história é conhecido – os italianos e seus descendentes influenciaram a arquitetura, culinária, indústria, o sotaque e, principalmente, a economia da capital, graças ao empreendedorismo de muitos de seus representantes, como Francesco Matarazzo e Rodolfo Crespi.

Hoje, estima-se que cerca de 5 milhões de italianos e descendentes vivem na Grande São Paulo. No Estado, são 13 milhões e em todo o Brasil, cerca de 22 milhões.

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Fanfulla

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