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A influência italiana nos cartões-postais de São Paulo

A influência italiana nos cartões-postais de São Paulo

Confira os locais históricos da cidade concebidos por arquitetos italianos:

Museu do Ipiranga
O símbolo da independência brasileira de Portugal, quem diria, tem a marca registrada de um italiano: o arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi, que o projetou. O museu foi inaugurado em 1895. No mesmo complexo do Parque Independência se encontra o Monumento à Independência ou Altar da Pátria (foto acima)idealizado e executado em 1920, no período do primeiro centenário da independência, pelo arquiteto Manfredo Manfredi e pelo escultor Ettore Ximenes, ambos italianos.

Theatro Municipal
Inspirado na Ópera de Paris, o prédio com seu desenho arquitetônico que mistura os estilos Renascentista, Barroco e Art Nouveau foi projetado em 1903 pelos arquitetos italianos Claudio Rossi Domiziano Rossi, que trabalhavam no Escritório Técnico de Ramos de Azevedo. Em frente ao Municipal, inaugurado em 1911, persiste outro cartão-postal: a obra Monumento a Carlos Gomes, do escultor italiano Luiz Brizzolara.

Viaduto Santa Efigênia
Projetado pelos italianos Giulio Michetti e Giuseppe Chiappori, o belíssimo viaduto de estrutura metálica com linhas harmoniosas e estilo Art Nouveau foi inaugurado em 1913 no centro da capital. A estrutura veio da Bélgica.

Edifício Matarazzo
Também conhecido como Palácio do Anhangabaú, o prédio em estilo neoclássico tem 14 andares e, no terraço, há um jardim com mais de 400 plantas. O projeto original teve revisão do arquiteto italiano Marcello Piacentini, a pedido de Francisco Matarazzo Jr. — que o transformou, em 1930, na sede administrativa das Indústrias Matarazzo. O prédio passou por várias mãos e desde 2004 abriga a sede da Prefeitura de São Paulo, de onde o prefeito despacha.

Edifício Martinelli
O belíssimo edifício de 30 andares, na esquina da Rua São Bento com a Avenida São João, foi idealizado pelo empreendedor italiano Giuseppe Martinelli e inaugurado em 1929. Com 105 metros de altura, foi o primeiro arranha-céu da América do Sul e motivo de orgulho da comunidade italiana na época.

Edifíco Itália
O mais italiano dos arranha-céus da capital paulista possui 46 andares e 165 metros de altura. No topo do edifício há um sofisticado restaurante, com vista de 360 graus para a cidade. No 1° andar funciona o Circolo Italiano. Idealizado pelo italiano Evaristo Comolatti, foi projetado por A. Franz Heep no início da década de 60 e inaugurado em 1965.

Palácio dos Bandeirantes
A sede do governo paulista no Morumbi teve o projeto inicial idealizado em 1938 pelo arquiteto italiano Marcello Piacentini com linhas abstratas, muros lisos e ampla fachada. O objetivo era erguer no lugar a Universidade Conde Francisco Matarazzo, mas as obras foram paralisadas por problemas financeiros. A retomada se deu em 1954, sob o comando do engenheiro Francisco da Nova Monteiro, que preservou o estilo italiano com influência neoclássica. Desapropriado pelo então governador Adhemar de Barros, o edifício substituiu o Palácio dos Campos Elíseos como sede do Executivo paulista em 1964.

Monumento às Bandeiras
Inaugurado em 1954 em frente ao Parque do Ibirapuera, o monumento que simboliza os bandeirantes foi criado pelo escultor italiano Victor Brecheret, que espalhou pela cidade várias de suas obras. É um dos mais conhecidos cartões-postais da cidade.

Obelisco
O monumento de 72 metros de altura que simboliza a Revolução de 1932, quando São Paulo desafiou o Governo Vargas, também tem digitais italianas. O Obelisco Mausoléu dos Soldados Constitucionalista de 1932 é obra do escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili. Inaugurado em 1955 e finalizado somente em 1970, em frente ao Parque do Ibirapuera, abriga os corpos dos estudantes e dos 713 soldados mortos na revolução.

Museu de Arte de São Paulo (MASP)
Projetado pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi, a pedido do empresário Assis Chateaubriand, foi o primeiro museu moderno erguido no Brasil. Construído em vidro e concreto e inaugurado em 1947, possui o famoso “vão livre”, utilizado como uma praça para uso da população. Um dos locais mais visitados da capital paulista

Palácio das Indústrias
Projetado pelo arquiteto italiano Domiziano Rossi, em parceria com Francisco Ramos de Azevedo e Ricardo Severo, o Palácio das Indústrias foi concebido para receber exposições relacionadas à indústria paulista. Inaugurado em 1924, foi remodelado pela arquiteta Lina Bo Bardi e, entre 1992 e 2004, serviu de sede da Prefeitura de São Paulo. Desde 2009 o edifício abriga o Museu Catavento, dedicado às ciências e tecnologia.

Museu do Imigrante
O espaço hoje ocupado pelo Museu do Imigrante, no Brás, não foi projetado por italianos, mas ficou marcado por ter sido o primeiro local onde milhares de imigrantes italianos foram acolhidos ao chegar à capital paulista. Trata-se da Hospedaria de Imigrantes do Brás, que seria a maior hospedaria da cidade. Inaugurada em 1887 para receber os imigrantes de diferentes nacionalidades, acabou famosa pela numerosa presença de italianos, que desembarcavam no Brasil para refazer suas vidas, trabalhando nas indústrias e lavouras de café.  O espaço virou o Museu do Imigrante em 1993.

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Fanfulla

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